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A primeira carta #1

28 de set de 2013


Querido João Pedro,

Como vai? Esperei muito tempo se passar para poder escrever esta carta. Estava esperando todas as feridas se cicatrizarem desde o nosso último encontro. Lembro como se fosse hoje o nosso último dia juntos, há dois anos, andando de mãos dadas na praia, curtindo o pôr do sol.

Ah, como eu queria que o tempo voltasse e você não tivesse tido a necessidade de me dizer aquelas palavras. Eu sei que o término do nosso namoro foi preciso e aconteceu no momento certo. Mas, quando é certo parar de amar alguém? Existe uma chave ou um interruptor que faz a gente interromper um sentimento? Se tiver, me avisa como fazer? Eu queria ter a opção de não sentir mais.

Enfim, você deve estar estranhando receber essa carta. Afinal de contas já são tantos anos sem se falar. Eu podia tentar me comunicar de outras formas... ainda tem quem escreve cartas? A internet, o telefone, o whatsapp e todos os outros meios de comunicação estão aí para isso. Mas como voltar a escutar a sua voz? Não sei se consigo isso no momento.

A verdade é que tive você em minha vida por seis longos anos. Você antes de ser meu namorado era também o meu amigo. E no meio do nosso término eu te perdi... perdi meu (melhor) amigo.

Isso me dói tanto, que às vezes sinto doer fisicamente. Sinto falta de te contar as peripécias do meu dia, os problemas no trabalho, as saídas com as meninas e as brigas com a minha mãe. Sinto falta da sua risada e dos momentos em que saímos para tomar uma cerveja para descontrair e acabávamos virando a noite falando de nossos sonhos.

Em uma tentativa insana de tentar recuperar a nossa amizade estou te escrevendo. Estou com as malas prontas para uma viagem de seis meses para Londres. Vou para lá fazer um curso e de quebra pretendo arrumar um emprego. Hoje ao organizar toda minha vida e conseguir colocar tudo que eu preciso em uma mala, eu quis por instante te levar junto comigo.

Tentei em vão tirar essa ideia da cabeça, mas quer saber? Vou tentar. Envio para você essa carta e junto com ela meu coração e um pedaço de mim. Estou na esperança de receber uma resposta sua. Mas se por algum motivo você não me responder, eu entendo. A vida segue e você já deve ter tomado novos rumos.

Com carinho, de sua eterna...
Naty

Naty e João Pedro são personagens fictícios que nasceram em uma sexta-feira enquanto eu escutava músicas de Regina Spektor. Espero sinceramente ter respostas do João Pedro para entregar a Naty... Vamos acompanhando até onde esses dois vão nos levar.
Carta #2: clique aqui
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2 comentários:

  1. Quero que o João responda. Texto gostoso de se ler... já tentei fazer o que a Naty fez, mas nunca tive coragem.

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    1. Obrigada pelo carinho, Vanessa. E oh, JP e Naty ainda vão dar o que falar! rsrs

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