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Derretimento

27 de ago de 2014


Eu não sou boa com apresentações. No geral, costumo ser uma pessoa que fala o básico - o meu nome. Mas o meu nome aqui e agora não é tão importante, porque eu posso ser apenas eu mesma aqui. Eu estou com aquela necessidade de falar. De escrever. De desabafar e de arrancar de dentro do meu "eu interior" o que me incomoda, me angustia. De falar sobre os meus sentimentos, pensamentos. Meus textos, até então escondidos em uma gaveta ao lado de uma mesa finalmente vão começar a ser revelados. Talvez não para um mundo inteiro - eu não quero ninguém lendo qualquer coisa minha por obrigação. Você já foi obrigado a ir na casa daquela tia chata que te enche de beijos e abraços, além de ser um porre de tão chata, Zé? É a mesma coisa, cara: você vai ter que fazer alguma coisa por obrigação, e não quero ninguém me lendo só porque “precisa”: me lê quem quer.

Não que eu seja fácil de ler. Não sou. Mas sabe Zé, o inverno ‘tá indo embora. Embora não pareça, porque mesmo aqui no sul do Brasil o frio ainda não abandonou a gente por completo. Setembro tá quase batendo na porta, e ele vai trazer a primavera (mesmo que eu não tenha nenhuma prima chamada Vera). Só tem um problema: ela vai encontrar muita gente com os corações congelados. Ultimamente, vejo falta. Falta sentimento, falta voz, falta atitude, falta tudo. É como se as ruas ainda estivessem meio que repletas de árvores sem folhas. Não to mais nessa vibe, Zé: eu agora ‘tô aqui, me despindo em frente a olhares de desconhecidos, e eu não sei o quê esses desconhecidos (e possivelmente não tão desconhecidos) irão pensar. E não saber a reação desses "estranhos" perante a minha própria vida é algo assustador e empolgante. Acho que todo mundo precisa se arriscar uma vez na vida, fazer o que nunca achou que faria. No meu caso, dividir comigo mesma minhas sensações, meus desejos, minha vida. Abrindo a porta, de coração escancarado aos recém-chegados. Limpe os pés antes de entrar, e sinta-se muito bem vindo, porque o meu universo pessoal é a minha mente. Resolvi tentar.

E posso te contar um segredo, Zé? Eu amo inverno, amo o frio. A droga é que, aparentemente, a minha frieza foi descongelada. É quase como se tivesse rolado um aquecimento global interno, porque ó: quem me conhece sabe que eu mudei um pouquinho. Acho que eu escrevi demais, mas posso te garantir que fui totalmente sincera em todos os momentos, viu?
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2 comentários:

  1. Tem dias que também sinto uma necessidade louca de falar tudo o que me sufoca, mas nem sempre consigo colocar no blog, nem sempre estou na frente do computador, então escuto uma música que me acalma, deixo pra depois e acabo esquecendo de tudo o que eu queria dizer. Beijos

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    1. Música também me acalma (ou me agita, dependo do momento)... Para sempre conseguir escrever, agora eu levo comigo um caderninho na bolsa. Assim que a inspiração vem eu corro e escrevo. Alivia colocar no papel os nossos pensamentos. Obrigada pelo carinho de sempre vir aqui, Nati, <3

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